© Eugene Richards
Havia ali deleite, os olhos a brilhar, o sorriso aberto a escutar a conversa, mas sem se desfocar do prazer em mãos. O ar guloso de uma criança a comer um gelado chega à obscenidade. Tenho saudades. Hoje, como gelados, mas não chego aquela alegria. Experimentei o escorrega de água, mas não cheguei nem perto do prazer e da efusividade da criança. Tenho saudades de ser criança. Ou será que tudo tem o seu tempo? Tudo tem o seu tempo. Chamam-lhe vida. Que nostalgia me atacou. Não confundir com tristeza, é só saudade. Esta não tem que ser triste. Recordei ainda na adolescência as manhãs na esplanada do parque a ler o DN, e as tardes a ouvir música e a ler. E se o dia estava nostálgico, melhorou, pois à noite fui ver GNR. Recordar Vídeo Maria, Efectivamente, Homens Temporariamente Sós ou Morte ao Sol. A voz do Reininho já lá não vai, mas a banda toca melhor que nunca.
Ficas a aprender Mais vale nunca Nunca mais saber Mais vale nada Nunca mais beber Mais vale nunca mais crescer Agora é a doer Mais vale nunca Nunca apetecer Mais vale nada Nunca escolher Mais vale nunca mais crescer
mais vale nunca, GNR
