agosto 13, 2017

xennial




Fonte: Observador

Xennial. Eis a geração dos nascidos entre 1977 e 1983

São a última geração que se lembra como era a vida antes da internet. Não são descontentes como a Geração X nem otimistas como os Millennials. Já não são uma ponte entre ambas. São os Xennials.
Nem Millennials nem Geração X. As pessoas nascidas entre 1977 e 1983 não se identificam com nenhuma das duas. A geração que tem agora entre 34 e 40 anos serve como uma ponte entre a geração que a antecede, a Geração X, e a que a precede, os Millennials. Mas agora, tem um nome próprio.
A publicação relata ainda que os Xennials tiveram uma “infância analógica e uma vida adulta digital” e defende que a geração tem quer o cinismo da Geração X como o otimismo dos Millennials.
A geração Xennial é a última que se lembra como era a vida antes da internet mas sabe bem como é a vida com a sua existência. Têm idade suficiente para ter vivido umainfância sem internet mas passaram as suas vidas adultas online.



agosto 11, 2017

autógrafo

Com um aperto de agenda, um desvio de quilómetros considerável, lá levei os meus intentos a bom porto.
Conhecer pessoalmente gente nova (que não de idade necessariamente) é algo que faço com profundo prazer. Juntando a actividade profissional e os anos de vida estou relativamente experiente na matéria.

O sorriso inicial, sincero e honesto, e os olhos, não mentem, é boa gente. Falámos de casamento, filhos, da vida, da mesquinhez das gentes, do futuro, da escrita. Há vidas que não são fáceis, mas ver alguém encarar todas as diabruras da vida com um sorriso, é fantástico.

Uma curiosidade: há pessoas que não conseguem escrever prosa sem serem minimamente autobiográficos, outros há, como eu, para quem a imaginação é tudo. Acho isto deverás interessante.

Confesso que ia na expectativa de conhecer duas pessoas, mas isso era só uma suposição.

Fez-me bem, no fundo é isso.

Já que pouco escreves, que o teu homem não deixe de o fazer.

Não te esqueças, Miguel é um nome muito bonito.

Um grande beijinho, e dá um abraço ao marido.

Obrigado, sincero.


agosto 06, 2017

gurmê

Gourmet |gurmê|
(palavra francesa)

1. Pessoageralmente entendida em vinhos e em gastronomiaque preza a qualidade e o requinte culinários.

2. Diz-se de produto de elevada qualidade para uso culinário.

Plural: gourmets.


Chef Kiko em acção
no espaço A Cevicheria


Este vosso amigo tem uma relação de amor com a comida, e como tal é assunto muito sério. Portanto, publicamente, aviso que me irrito facilmente com disparates sobre a comida. E há muitos dislates sobre o gourmet. 

Gourmet é comida feita com os melhores ingredientes. O que não implica um chefe, um cozinheiro basta. Exemplo, o ano passado a Serra de Monchique sofreu um forte incêndio que destruiu o medronho. Ora este ano foi difícil arranjar bagaço de medronho, que é provavelmente o melhor ingrediente para o bagaço (na minha mui humilde opinião) - é o ingrediente que conta.

As doses não são pequeninas, porque tiram uma fotografia a um prato, a um prato de 8 a 10 pratos que por norma compõe o menu degustação de um chefe, logo não queriam dois andares de comida em 8 pratos pois não.

Ficou claro?

Que pena hoje todos falarem e fotografarem comida... o meu nicho é agora uma praga, quase banalizada em disparates...

Também prolifera o conceito de foodie, mas isso explico outro dia.

Não me olhem assim, eu também tenho um lado maçador. 

Mas se as senhoras gastam dinheiro em roupa e calçado, pinturas e cremes carregados de elixir da juventude, se os homens gastam fortunas em carros, motas, na pesca ou na caça, eu gasto em estrelas Michelin e comida gourmet.

Não podia ser perfeito, pois não!

agosto 05, 2017

que amor não me engana

Obrigado, Isabel Pires, e ainda bem que achas que assenta em mim. Fantástico post sobre Zeca Afonso, com texto muito bom de Ricardo Romano.


Que amor não me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor não se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das àguas
Noite marinheira

Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junta de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irmã cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia

Zeca Afonso

© Resistência
Mano a mano
Que o amor não me engana





perguntas


© epsilon delta
fotografia digital


De onde me vens?

Do cheiro da terra molhada, após a chuva.

Do sentir dos pés a enterrar na areia mole, tapados pela espuma do mar maior.

Da alegria do cansaço das corridas ao nascer do sol.

Do som poderoso das ondas a escavar as rochas mesmo ao lado da minha praia.

Do silêncio bom de ficar em estaca a olhar a serra da pedra.

Do prazer de ser engolido pelo nevoeiro imaginando a nossa nuvem.

Porque te vejo eu em tudo o que amo?

Porque não te vejo eu?